ANAIS 2014
AVALIA��O DA BIOLOGIA REPRODUTIVA DE LYMNAEA COLUMELLA EXPERIMENTALMENTE INFECTADO POR FASCIOLA HEPATICA
Autor(es): Samira Carneiro Gomes D�Almeida , Priscila de Oliveira Lorenzoni, Isabella Vilhena Freire Martins

AVALIA��O DA BIOLOGIA REPRODUTIVA DE LYMNAEA COLUMELLA EXPERIMENTALMENTE INFECTADO POR FASCIOLA HEPATICA
» ��rea de pesquisa: HELMINTOLOGIA
» Institui��o: UFES
» Ag�ncia de fomento e patrocinadores: Funda��o de Amparo � Pesquisa do Esp�rito Santo pela bolsa Inicia��o Cient�fica.
Gastr�podes do g�nero Lymnaea s�o respons�veis pela transmiss�o de Fasciola hepatica, um dos importantes tremat�deos que parasitam os ruminantes dom�sticos, animais silvestres e eventualmente o homem, causando a fasciolose. Estudos t�m sido realizados com o objetivo de elucidar o ciclo de vida deste parasito, al�m de avaliar o comportamento do molusco hospedeiro quando infectado. Dessa forma, objetivou-se avaliar as altera��es causadas na biologia reprodutiva da esp�cie L. columella frente � infec��o por F. hepatica por um per�odo de quatro semanas, no Laborat�rio de Parasitologia do Hospital Veterin�rio do Centro de Ci�ncias Agr�rias da UFES. Foram formados cinco grupos com 27 moluscos cada, sendo um grupo controle e quatro de moluscos infectados experimentalmente. Para avalia��o da atividade reprodutiva, par�metros como n�mero de ovos postados, ovos eclodidos, massas ov�geras e viabilidade dos ovos foram analisados. Placas de isopor foram colocadas no interior dos aqu�rios contendo moluscos para coleta das posturas, sendo estas semanalmente retiradas. A infec��o aumentou em m�dia o n�mero de ovos postados no grupo dos infectados (997�139,44) em rela��o ao controle (76,66�13,28), sendo observados os maiores valores na quarta semana de infec��o, onde ocorreu aumento significativo da taxa oviposit�ria dos moluscos. A mesma varia��o foi observada em rela��o ao n�mero de ovos eclodidos (735,33�134,4) e ao n�mero de massas ov�geras (52,33�6,88), diferindo em rela��o � m�dia do controle (65�7,63) e (6�1,0) respectivamente. Com exce��o da viabilidade dos ovos, onde a taxa percentual em m�dia do grupo controle foi 98% em rela��o aos infectados 84, 69,5, 77, 78%. Estes resultados indicam que a infec��o experimental no molusco pelo parasito resultou em altera��es no seu padr�o reprodutivo caracterizando um processo reprodutivo compensat�rio, sendo provavelmente uma estrat�gia ecol�gica deste hospedeiro frente � essa condi��o de estresse fisiol�gico.